

Este blog trará anotações referentes às aprendizagens ao longo dos semestres do PEAD.





Até a segunda aula presencial do Seminário Integrador V, projetos de aprendizagem e de ensino só se diferenciavam na nomenclatura, pois me pareciam a mesma proposta de trabalho. Não poderia haver engano maior.Os componentes curriculares não determinam o que deve ser estudado neste tipo de projeto, mas os anseios discentes é que irão permitir que os Estudos Sociais, as Ciências e as Linguagens (para ficar em três exemplos) contribuam com provocações e teorias.
Nesta modalidade de projeto, a avaliação ocorrerá naturalmente durante o processo, sendo que uma permanente auto-avaliação permitirá ao educando não perder seu foco.
Particularmente, como o assunto é novo para mim - sempre trabalhei com projetos de ensino - fui buscar fontes na Internet que tratassem do tema. Como a Internet tem uma profusão de sites sobre praticamente qualquer assunto, não seria diferente com este tema. Selecionei a seguir alguns sites que podem ser de grande valia para uma reflexão inicial a respeito do tema em questão.
Escola 2000 Entrevista com um professor da UNICAMP, o qual responde, entre outras questões, como os projetos de aprendizagem dos alunos podem oportunizar o desenvolvimento de competências e, na prática, como isso acontece...
Wiki Projeto de Aprendizagem Este Wiki traz informações extremamente esclarecedoras sobre projetos de aprendizagem, além de utilização de mapas conceituais na educação.
Experiência com turma de 4ª série Encontrei este relato de experiência da aplicação de um projeto de aprendizagem em turma de 4ª série do ensino fundamental pelo Instituto de Matemática da UFRGS.
Portal Ensinando Traz um longo e enriquecedor artigo, o qual não deixa dúvidas quanto à metodologia do projeto de aprendizagem. Logo no início, um sub-título provoca: APRENDIZAGEM POR PROJETO É O MESMO QUE ENSINO POR PROJETO? Vale a pena uma consulta demorada.

Fiz uma pequena pesquisa na Internet a respeito e percebi que há conceitos diferenciados do que significa ser um sujeito adulto. À luz da lei é aquele que já pode assinar um contrato. E à luz da biologia? E da psicologia? E do senso comum?
Também podemos nos defrontar com etapas e rituais distintos que celebram a entrada na vida adulta. Para ficar apenas em duas culturas, no Japão existe uma cerimônia pública com a presença de autoridades, a fim de marcar a passagem da adolescência para a fase seguinte, o que ocorre aos vinte anos, a qual transcorre com discursos e cumprimentos. Já em algumas regiões da África, aos 13 anos se celebra a entrada na vida adulta quando meninos enfrentam testes de bravura. Amarrados pelos pés, deixam-se cair rumo ao solo, sendo puxados instantes antes de uma fatalidade pelo efeito elástico do material utilizado como corda. Quem passa pelo teste, é considerado adulto.
Impossível não pensar, de volta ao Brasil, que ser adulto deveria trazer consigo uma postura diferenciada, digamos, próprias de quem deixou a adolescência, quais sejam: responsabilidade pelos seus atos e pelos sentimentos alheios; perseverança frente aos desafios cotidianos; ética nas relações inter-pessoais; honestidade em toda e qualquer situação, ... Isso sem esquecer daquelas atitudes que, mesmo quando crianças, devemos impregnar em nossa conduta:
1. Não jogar papel no chão;
2. Não cuspir em público;
3. Não falar alto em locais públicos;
4. Atender ao celular em um ônibus somente quando imprescindível, sendo breve;
5. Não fumar próximo de outras pessoas, exceto se as mesmas forem fumantes;
6. Jamais furar uma fila;
7. Olhar nos olhos de quem nos atende (garçom, balconista, caixa,...), pois eles são seres humanos também, não máquinas;
8. Tratar com respeito todas as criaturas, principalmente as indefesas;
9. Lembrar que nao existe JOGAR FORA quando o assunto é lixo, pois não há FORA em nosso Planeta;
10. Não discutir, apenas dialogar, sobre religião, preferências partidárias e gostos em geral;
11. Não se considerar um ser supremo, a pedra lapidada por excelência da criação. Pelo contrário, manter-se em posição humilde em seu dia-a-dia;
12. Ser sereno.
Seríamos MADUROS, não somente adultos, ao incorporar princípios de convivência que respeitem a todos, humanos ou não. E, a fim de concluir pontos que tenho como imprescindíveis na vida adulta, lembro que não devemos deixar de ver graça e diversão em balões e pandorgas jamais... ou você já esqueceu a ilustração no inicio desta postagem?


Quão imenso é o leque da música infantil! Temos à nossa disposição um desfile midiático e acachapante (e nonsense) todos os dias, tanto na tv quanto nas vitrines das lojas, e um trabalho extremamente rico, que chega a comover, pois encanta a alma. Neste segundo grupo, infelizmente sem a mesma divulgação massiva, temos o grupo Roda Cantada e o compositor Paulo Tatit.
A professora Hilda Jaqueline de Fraga reservou uma agradável surpresa para todos os alunos que estiveram no encontro presencial da noite de 3 de junho: a música EU. Num tom de contação de histórias, Paulo Tatit relata-nos parte da história de seus antepassados, chegando até o seu nascimento e, indo além, lembrando as cordas do seu violão, que não vibrariam com "EU" se uma moça não gritasse por causa de uma barata e um rapaz não fosse libertado do grupo de Lampião.
Mas quem é, afinal, Paulo Tatit? O que pensa a respeito do próprio trabalho e da música feita para crianças? Em uma entrevista para o site Midiativa, Paulo conta como entrou para o cenário musical, fala do trabalho dos professores com suas composições, entre outros temas. Clique aqui para acessar a entrevista publicada no site.
E para quem, como eu, ficou curioso para conhecer mais um pouco do trabalho do compositor, o clipe acima é uma amostra da sua criatividade. Mas não nos enganemos: a sua música, embora passe à margem das grandes emissoras de televisão - exceção justa à TV Cultura que a divulga regularmente - esteve presente no Festival de Cannes de 2008. O filme do argentino Pablo Trapero, co-produzido por Walter Salles e com Rodrigo Santoro no elenco traz em sua abertura e trailer “La Bola” - versão em espanhol (por Tita Maya e Claudia Galliria) de “Ora Bolas” (Paulo Tatit e Edith Derdyk). Precisa mais para que apreciemos seu trabalho?
Ok, talvez você nem pense em escutar músicas em francês (o que realmente não entendo, mas...). Contudo, se quiser pode até tirar o som, porém fique atento às imagens até o final... e reflita!
Assim como em Balance, grande vídeo sugerido pelo professor Edson, este nos convida a fazer mais do que apenas olhar para as belas imagens geradas por computação gráfica: a intenção é provocar reflexão e atitude. Dê-se um tempo e veja até o final. Garanto que você não vai se arrepender.
Mas o mais importante: eu o convido a mudar o final por meio do nosso cotidiano.
