Mostrando postagens com marcador Ciências Naturais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ciências Naturais. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Lembra do vídeo Balance?



Ok, talvez você nem pense em escutar músicas em francês (o que realmente não entendo, mas...). Contudo, se quiser pode até tirar o som, porém fique atento às imagens até o final... e reflita!

Assim como em Balance, grande vídeo sugerido pelo professor Edson, este nos convida a fazer mais do que apenas olhar para as belas imagens geradas por computação gráfica: a intenção é provocar reflexão e atitude. Dê-se um tempo e veja até o final. Garanto que você não vai se arrepender.

Mas o mais importante: eu o convido a mudar o final por meio do nosso cotidiano.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

O Ciclo da Água



A água é a única substância que existe, em circunstâncias normais, em todos os três estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) na natureza. A coexistência destes três estados implica que existam transferências contínuas de água de um estado para outro; esta sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera é designado por ciclo hidrológico.

Fonte: Wikipedia

Fotossíntese / Ciclo do Oxigênio



Entende-se por Ciclo do oxigênio o movimento do oxigênio entre os seus três reservatórios principais: a atmosfera (os gases que rodeiam a superfície da terra), a biosfera (os organismos vivos e o seu ambiente próximo) e a litosfera (a parte sólida exterior da terra).

Este ciclo é mantido por processos geológicos, físicos, hidrológicos e biológicos, que movem diferentes elementos de um depósito a outro. O oxigênio molecular (O2) compõe cerca de 20% da atmosfera terrestre. Este oxigênio satisfaz as necessidades de todos os organismos terrestres que o respiram no seu metabolismo.

O principal factor na produção de oxigênio é a fotossíntese, que regula a relação gás carbônico/gás oxigênio na atmosfera.

O oxigênio é o elemento mais abundante em massa na crosta terrestre e nos oceanos e o segundo na atmosfera.

Fonte: Wikipedia

Ciclo do Nitrogênio



O ciclo do nitrogênio ou ciclo do azoto é o ciclo biogeoquímico que comporta as diversas transformações que este elemento sofre no seu ciclo entre o reino mineral e os seres vivos.

O processo pelo qual o nitrogênio ou azoto circula através das plantas e do solo pela acção de organismos vivos é conhecido como ciclo do nitrogênio ou ciclo do azoto. O ciclo do nitrogênio é um dos ciclos mais importantes nos ecossistemas terrestres. O nitrogênio é usado pelos seres vivos para a produção de moléculas complexas necessárias ao seu desenvolvimento tais como aminoácidos, proteínas e ácidos nucleicos.

O principal repositório de nitrogênio é a atmosfera (78% desta é composta por nitrogênio) onde se encontra sob a forma de gás (N2). Outros repositórios consistem em matéria orgânica nos solos e oceanos. Apesar de extremamente abundante na atmosfera o nitrogênio é frequentemente o nutriente limitante do crescimento das plantas. Isto acontece porque as plantas apenas conseguem usar o nitrogênio sob duas formas sólidas: íon de amônio (NH4+) e ion de nitrato (NO3-), cuja existência não é tão abundante. Estes compostos são obtidos através de vários processos tais como a fixação e nitrificação. A maioria das plantas obtém o nitrogênio necessário ao seu crescimento através do nitrato, uma vez que o íon de amônio lhes é tóxico em grandes concentrações. Os animais recebem o nitrogênio que necessitam através das plantas e de outra matéria orgânica, tal como outros animais (vivos ou mortos).

Fonte: Wikipedia

O Ciclo do Carbono



O Carbono (C) é o quarto elemento mais abundante no Universo, depois do Hidrogénio (H), Hélio (He) e o Oxigénio (O), e é o pilar da vida como a conhecemos.

Existem basicamente duas formas de carbono: uma orgânica, presente nos organismos vivos e mortos, não decompostos, e outra inorgânica, presente nas rochas.

No planeta Terra o carbono circula através dos oceanos, da atmosfera, da terra e do seu interior, num grande ciclo biogeoquímico. Este ciclo pode ser dividido em dois tipos: o ciclo “lento” ou geológico, e o ciclo “rápido” ou biológico.

Fonte: Wikipedia

O Ciclo do Fósforo



Encontra-se na sua maior parte nas rochas e se dissolve com a água da chuva, sendo levado até os rios e mares. Boa parte do fósforo de que precisamos são ingeridos quando nos alimentamos de peixe. Nossos ossos armazenam cerca de 750 g de fósforo sob a forma de fosfato de cálcio. A falta de fósforo provoca o raquitismo nas crianças e nos adultos tornando seus ossos quebradiços.

Com a morte das plantas e animais este fósforo retorna ao solo e é absorvido por novas plantas. Nas rochas fosfálicas é retirado o fosfato, usado em fertilizantes e na fabricação de detergentes. O uso doméstico destes detergentes é a maior causa da poluição dos rios pelo fósforo. Mesmo a água tratada de esgotos, que volta aos rios, pode ainda conter fosfatos.

Fonte: Wikipedia

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Olhando Nosso Entorno



Numa proposta de reflexão da interdisciplina de Ciências Naturais, todos os alunos do PEAD foram provocados a escrever sobre suas interferências no meio ambiente. Sendo este um tema que me motiva a fazê-lo, perceber a participação intensa dos colegas no fórum criado para tal foi bastante satisfatório. (Postagem da maior parte deste texto foi feita no webfólio)

O vídeo BALANCE, vencedor do Oscar de melhor curta de animação em 1990, - clique aqui para assistir - indicado no módulo 2, retrata o quão frágil é o equilíbrio em nosso Planeta e como cada ser humano faz a diferença para um cotidiano sustentável.
BALANCE é um curta-metragem de 1989, vencedor do Oscar de melhor curta de animação. O vídeo foi produzido na antiga Alemanha Ocidental, ou seja, quando o Muro de Berlin ainda era uma realidade entre nós. Nota-se um viés crítico ao cotidiano e a atual falta de harmonia entre os habitantes de nosso Planeta.

Podemos fazer uma analogia entre o título do curta e o recurso de balanço de qualquer aparelho de som com este controle, o qual divide as notas musicais entre os canais direito e esquerdo. Quando o balanço encontra-se demasiado para a esquerda, menos som é percebido pelo canal contrário, e vice-versa. Uma perfeita harmonia entre os dois canais só é obtida quando o controle de balanço não privilegia nenhum do canais em especial. Da mesma forma, sempre que um determinado indivíduo ou grupo destes não tem direito aos mesmos privilégios de um indivíduo ou grupo distinto, ocorre uma ruptura nesta harmonia, ocasionando as cotidianas diferenças gritantes tanto entre nações quanto classes sociais de uma mesma localidade.

1) Escreva sobre a relação entre a ocupação do espaço pelos habitantes daquele universo e o equilíbrio do mesmo.

O vídeo basicamente explora, de maneira incrivelmente didática, a importância da cooperação para que exista um equilíbrio no conjunto. É justamente quando algum indivíduo, no vídeo, cede à sua curiosidade e deixa de cooperar que o desequilíbrio ocorre, comprometendo de forma fatal para a segurança de todos. À medida que os habitantes daquele universo plano ocupavam espaços de maneira irresponsável, toda a harmonia do ambiente sofria diretamente um desequilíbrio, colocando em risco a segurança de cada indivíduo. Enquanto no início do filme o foco de cada habitante estava voltado para o equilíbrio de seu mundo plano, conforme estes cedem ao desejo de descobrir o que se esconde no interior de uma caixa, sem qualquer cooperação para tanto, ao final podemos observá-los em inúmeras tentativas individuais e infrutíferas de salvar suas próprias vidas. A vida no universo plano só seria possível com uma ocupação ordenada, democrática e cooperativa dos espaços.

2) Como ações individuais podem alterar o equilíbrio de um sistema?

Se eu e você entendêssemos a Terra como um corpo vivo, os seus habitantes humanos seriam divididos em dois grupos: um primeiro que destrói e um segundo que tenta recuperar o que o primeiro causou ao organismo que todos habitam.

As pessoas do segundo grupo já foram chamadas de “biodesagradáveis”, pela insistência com que tratam um tema que a cada dia torna-se mais urgente: estamos consumindo à exaustão os recursos de único planeta conhecido capaz de sustentar a vida humana.

Pensando no foco do questionamento proposto acima, as ações individuais nos lembram que somos todos responsáveis pelo cotidiano de desequilíbrio ambiental com o qual tentamos conviver. Um exemplo do quanto somos parte do problema e, ao mesmo tempo, da solução, é o rodízio de automóveis adotado em São Paulo, pensado igualmente para a capital gaúcha. Cada automóvel que circula nas avenidas de uma cidade faz diferença no cômputo final tanto dos congestionamentos de tráfego quanto na qualidade do ar que respiramos. O indivíduo que tem como destino para os restos de alimentos uma composteira, ou aquele que separa o lixo antes de depositá-lo em frente de sua residência, estão promovendo uma máxima de Gandhi, que dizia: “Devemos ser a mudança que queremos para o mundo.” Os restos que foram para a composteira, para ficar só neste exemplo, poupam o aterro sanitário e dispensa o proprietário da mesma de comprar adubo químico para os seus canteiros de flores e hortaliças. Uma pequena mudança que poupou o solo de produtos químicos e promove uma alimentação mais saudável. Uma atitude simples que promove mudança em um cotidiano que urge pelo resgate de uma vida mais simples e ecologicamente responsável.

3) Relacione a proposta do filme com o DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL.

O desequilíbrio ambiental ocorre quando os fatores bióticos e abióticos sofrem uma desarmonia em suas inter-relações. Por exemplo, quando as ações do homem interferem de tal modo na qualidade da água dos mananciais, a ponto de um rio ser considerado morto, diz-se que as relações desarmoniosas e irresponsáveis do homem para com seu meio causaram um desequilíbrio ambiental. No curta “Balance” esta ação irresponsável é representada pela curiosidade desmedida, que impera em detrimento da segurança de todos e do equilíbrio do universo que habitam, causando a ruptura da harmonia cotidiana, resultando na morte dos indivíduos que antes viviam sem maiores contratempos.

O filme propõe uma tomada de atitude individual em prol da coletividade, de tal forma que nossas ações visem à cooperação, pela manutenção das condições adequadas para a vida na Terra.

Ainda nos parece ser possível reverter as ações predatórias da raça humana na Terra, mas este precisa ser entendido como um compromisso de todos, não somente dos governos ou de um grupo de indivíduos. Cada um de nós interfere no ambiente de maneira danosa, nos atos mais rotineiros do dia-a-dia.

Reflita: Ainda que não joguemos papel no chão, que levemos nossa garrafinha de água mineral vazia consigo até a próxima lixeira e outras atitudes próprias de um cidadão bem educado, já pensamos no impacto que os inúmeros produtos químicos utilizados na limpeza de nossas residências causam no destino final destas substâncias?

Por vezes tenho a impressão que somos, das criações divinas, a única que não saiu conforme os planos dEle. Ainda numa perspectiva creacionista, penso que interpretamos mal a ordem para "dominarmos" o mundo. Conjugamos o verbo com outros de forma irresponsável: dominar com tiranizar; dominar com devastar, ...

Como educadores, devemos exercer o papel de promotores de um cotidiano menos danoso, buscando uma integração gradativamente maior com o meio do qual somos parte - não senhores.

Como habitantes do Planeta, é indispensável recordarmos que cada pequena ação nossa faz a diferença no todo. Tal qual o mote "pense globalmente, aja localmente", apontar o olhar para o nosso entorno nos distancia das utopias.

terça-feira, 1 de abril de 2008

A Construção do Natural

O texto da bióloga Marise Basso Amaral - (Tele)natureza e a construção do natural - é disparador de um olhar para a cultura vigente da natureza utilitária, na qual o homem delega a si um papel tanto de senhor quanto expectador, mas de forma alguma parte deste meio ambiente. A autora denuncia o papel da publicidade e da escola enquanto re-apresentadoras da natureza como recurso, uma fonte em que tudo pode ser patenteado, envazado, rotulado e vendido, como se fosse este processo algo natural.

O ser humano é esvaziado de seu significado, assim como a natureza da qual é parte, tornando-se ambos passíveis da manipulação que a indústria e o capital julgarem úteis. A essência do homem justamente se perde quando, por meio da publicidade, define-se escala de valor para as pessoas de acordo com o que vestem, bebem, dirigem... Torna-se indispensável ter o celular de última geração, o automóvel com as linhas mais arrojadas e o computador com o processador mais rápido, ainda que o consumidor vá usar o novo telefone apenas para fazer e receber ligações de modo usual, deslocar-se do ponto A ao ponto B pela mesma rota do carro "velho" ou manter os mesmos hábitos de utilização do pc "obsoleto". Em um mundo com internet rápida, incontáveis canais disponíveis nas telas de tvs de dezenas de polegadas, reuniões conduzidas por tele-conferências, alimentos geneticamente modificados e pesquisas com células-tronco, um número gritante destes mesmos seres humanos abriga-se como pode sob viadutos, come restos, definha doente e morre sem qualquer acesso a tudo o que é vendido como natural. É como se o fato de eu estar digitando este texto e posteriormente enviá-lo sem fio para a rede mundial de computadores, ao mesmo tempo que em frente à minha residência alguém revira o lixo em busca das minhas sobras devesse ser encarado apenas como uma fatalidade ou, mais grave ainda, precisasse ser ignorado. Alguém ainda não se perguntou o porquê de tamanha discrepância numa sociedade na qual alguns abrem sua garrafa de água mineral enquanto outros sucumbem doentes, vítimas da ingestão de água sem condições de consumo? Tal questionamento me faz pensar que nos planejamentos anuais dos currículos escolares até se menciona a problemática da poluição e da contaminação das águas, mas que raramente - ou nunca - se promove alguma pesquisa profunda a respeito dos efeitos nocivos do uso de água não potável, com o objetivo de motivar a comunidade escolar na busca de solução de problemas advindos da carência de recursos mínimos para uma vida digna.

Mas com o intuito de bem encerrar esta breve reflexão, reporto-me ao final da década de 1990, quando então era diretor de uma escola e ouvi de uma professora de educação física que nós deveríamos cortar todas as árvores ao redor da quadra, pois "elas somente serviam para os alunos subirem e perturbarem o andamento da aula." Todos os meus argumentos iniciais, comentando acerca dos animais que nelas buscavam alimento (insetos, pássaros, etc) foram em vão. Apelando para argumentos utilitários, citei a sombra que elas ofereciam para todos os que estavam no pátio; igualmente não a demovi de ligar para uma determinada secretaria do Município e solicitar o corte ela mesma. As árvores não foram cortadas porque precisei determinar, com os demais segmentos da escola, que elas permaneceriam. Mas uso este exemplo porque certamente ele ilustra a forma como o ser humano se aparta da natureza, tornando-a objeto de seu desfrute.

Sem qualquer dúvida é urgente repensar nosso planejamento em nossas escolas, de modo que desconstruamos peças publicitárias enganosas, insidiosas e má-formadoras de futuros pais, mães, proessores, arquitetos, jornalistas, entre outros profissionais, promovendo uma cultura de hegemonia do homem para com a natureza, respeitando-a e nela se enxergando enquanto elemento dependente de todos os processos inerentes aos diferentes ecossistemas.