segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aprendizagem na vida adulta


Na aula de número 6 de Psicologia, somos convidados a refletir um pouco sobre a questão da aprendizagem na vida adulta. Para tanto, após a leitura do texto indicado, percebendo neste vários questionamentos, achei por bem pensar a respeito das questões ali colocadas. Tais questões, seguidas de minhas reflexões pessoais, seguem abaixo:


1. Compare as duas definições para adulto: a do dicionário e a da lei.Existe uma concordância perfeita entre as duas definições? No que elas diferem?

Percebe-se que ambas são bastante distintas, não havendo uma convergência entre elas. Quando a definição do dicionário cita a “idade vigorosa”, não faz menção alguma à idade estabelecida pela lei brasileira. Posto que em diferentes culturas adentra-se na vida adulta em períodos também diferentes, a definição expressa em lei obviamente baliza questões de ordem e ajustamento social, de forma que o adulto seja aquela que já pode responder por suas ações. A definição legal ignora a existência de uma prontidão intelectual, psicológica e emocional do sujeito. A definição do dicionário, mais abrangente, considera questões como a maturidade e o desenvolvimento (ainda que não cite em quais aspectos) do indivíduo.

2. Se a teoria diz que, em média, as pessoas atingem o operatório formal aos doze anos, isso significa que todas as pessoas, ao atingirem doze anos atingem o estádio das operações formais?

A teoria é clara a respeito, estabelecendo apenas uma média ao citar a idade de doze anos. Ocorre que temos crianças que chegam aos doze anos estruturando-se no estágio operatório-concreto, necessitando de um período bastante particular para construir uma identidade própria do estágio operatório-formal.


3. Isso significa que todos os adultos, por atingirem 18 anos de idade, automaticamente, atingiram o período operatório formal do desenvolvimento cognitivo?

Ao completar 18 anos, o indivíduo legalmente adulto deve estar no período operatório formal do desenvolvimento cognitivo. Duas características do estágio operatório-formal, que são a possibilidade de se refletir para além do real presente e de pensar sobre o próprio pensamento, entre outras, indicam que o jovem adulto encontra-se no período operatório formal, muito mais do que sua idade. São tantas as nuances de um ser humano para outro que a entrada na vida adulta aos 18 anos não significa que se está maduro, ou ainda, que se entrou “automaticamente” no último dos estágios descritos por Piaget. O próprio texto já diagnostica perfeitamente que podemos afirmar que a entrada no operatório formal poderá ser percebida no sujeito a partir de “sua relação com o objeto do conhecimento, [...] sua maneira de pensar, refletida no modo como lida com os problemas da realidade, seja ela interna ou externa.”

4. Será que basta ao professor passar o conteúdo ou será que as relações interpessoais que se constituem em sala de aula são relevantes para a educação?

Podemos imaginar inúmeras configurações físicas e interpessoais em uma sala de aula. Um professor poderá dispor a sala em U, em círculos, em colunas, entre outras formas, mas na ausência de diálogo com os alunos, dependerá totalmente desses que a disposição física faça qualquer diferença. Contudo, comumente são os professores que estabelecem diálogos com seus alunos que justamente propõem novas configurações físicas em suas salas de aula, pois acreditam que a proximidade dos alunos entre si e do professor para com eles é extremamente positiva no processo de ensino-aprendizagem.

5. Será que é sempre fácil para o aluno colocar-se no ponto de vista do professor e acompanhar o seu raciocínio? Será que é sempre fácil para o professor dar-se conta de que o raciocínio do aluno é diferente do seu?

Não é sempre fácil, definitivamente. A bem da verdade, em qualquer tipo de relacionamento – familiar, conjugal, profissional, entre outros – observar uma situação a partir do ponto de vista alheio segue sendo um exercício de humildade e bom senso. Aceitar que a opinião do outro possa estar não apenas correta, mas ser a mais factível, é uma demonstração de maturidade e humildade de quem se permite não ter razão o tempo todo. Contudo, afirmar que seria mais fácil ao professor fazer este movimento necessita de uma justificativa, ou estaríamos subestimando esta mesma capacidade por parte de nossos alunos. Ocorre que o professor tem uma formação acadêmica que, espera-se, contribua para um discernimento entre o seu papel, de mediador, e o do aluno, que deve ser estimulado a tornar-se um pesquisador em prol de sua aprendizagem. Como mediador e motivador, o professor constantemente precisará fazer um movimento que permita perceber que a forma do aluno pensar não é necessariamente um reflexo da sua, não por capacidade, mas pela singularidade dos seres humanos e pelas diferentes posições que ocupam em um mesmo espaço, no caso, a sala de aula.

6. Será que nas relações professor-aluno na educação de jovens e adultos está também presente o processo de transferência ou ele apenas ocorre na relação com crianças?

Buscando em Freud o que significam as transferências, encontrei que essas são“reedições dos impulsos e fantasias despertadas (...) que trazem como característica a substituição de uma pessoa anterior pela pessoa do médico” (ou professor) . Freud igualmente afirma que “é difícil dizer se o que exerceu mais influência sobre nós e teve maior importância foi a nossa preocupação com as ciências que nos eram ensinadas, ou pela personalidade de nossos mestres.” O aluno da EJA não raro permite-se vivenciar tal processo, como em situações que o faz tomar certas atitudes em seu trabalho ou na vida afetiva porque parte da premissa que seu professor agiria da mesma forma. Isto é, o aluno que se identifica com o professor X tende a fazer as escolhas que, imagina, seu professor faria ou aprovaria. Os próprios sentimentos de rejeição ou empatia do aluno para com um determinado professor, sem aparente razão, podem estar ligados a processos de transferência inconscientes.

domingo, 21 de setembro de 2008

ENQUETE - O PEAD E SUAS AÇÕES PEDAGÓGICAS



Esta enquete tem por objetivo permitir que os alunos possam aferir, sem necessidade de identificação, o quão significativo tem sido este curso na vida profissional de todos os que fazem parte do PEAD/UFRGS.

Após a leitura do questionamento abaixo e reflexão, marque apenas uma resposta e clique no botão VOTAR. Você pode ainda verificar o resultado até o momento do seu voto clicando no botão RESULTADO PARCIAL.

Grato por sua visita e seu voto!



Após o início do PEAD sua fala e ação pedagógicas estão mais qualificadas?

Sim, percebo que me posiciono com mais segurança e que planejo muito melhor minhas ações.

Noto um ganho significativo na sala de aula, mas ainda sinto-me com pouco preparo para debates.

Ainda não percebo modificações significativas que possam ser atribuídas ao PEAD.












sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Constituição de 1988 versus Constituição de 1934



Minha leitura anterior da Consitutição Brasileira deu-se apenas quando foi promulgada nossa mais recente Carta Magna. Tratava-se de algo parecido com o best seller do momento. Bem, ao menos o era para mim.


Contudo, recordo igualmente que decepcionei-me logo na leitura do artigo 5º, pois em meu pensamento permanecia uma única frase, quase um mantra: "não é verdade, não é bem assim!"


Nossa Constituição é tida como própria de uma nação democrática, auspiciosa de dias mais justos e melhores para todos. Mas o cotidiano mostra-se bastante distinto do que o papel aceitou passivamente nas gráficas. Soa quase como escárnio apregoar que todos são iguais perante a lei ou, no artigo seguinte, o sexto, que são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados...


Entretanto, inegáveis os ganhos nas garantias individuais e coletivas que se pode perceber com a leitura de nossas Constituições de 1934 e seguintes. Ao contrário de 1934, em nossa recente Constituição percebemos que a sede fiscal da União é sensivelmente menor, pois dá-se uma autonomia então inexistente aos municípios, o meio ambiente é amparado em lei, a censura nos meios de comunicação é abolida e são previstas eleições em dois turnos, entre outras mudanças.


Pesquisando a respeito da nossa Constituição, inteirei-me de que ela está ligada aos ideais tanto Iluministas* quanto da Revolução Francesa**.


*O Iluminismo dava ênfase nas idéias de progresso e perfectibilidade humana, assim como a defesa do conhecimento racional como meio para a superação de preconceitos e ideologias tradicionais.


** Foi influenciada pelos ideias do Iluminismo.


(Fonte das duas observações acima: http://www.wikipedia.org/)

Aprendizagem na Vida Adulta

Com os alunos da EJA durante aula de inglês



A proposta da sexta aula de Psicologia começa com a leitura do texto cujo nome é o mesmo do título desta postagem. A seguir, orienta-se que escrevamos a respeito de nossas experiências cotidianas de aprendizagem, "tentando entender de que forma as características do desenvolvimento intelectual do jovem e do adulto e as relações professor-aluno se manifestam no seu próprio processo de aprendizagem."

Optei por fazer este primeiro relato antes de abrir o texto indicado, colocando aqui minhas idéias a respeito de como eu próprio construo meu conhecimento. Quase que um desafio lúdico para mim mesmo, meu propósito é poder comparar o que muda nas duas postagens a respeito da aprendizagem na vida adulta (além do presente foco na primeira pessoa do singular), uma anterior à leitura e, a seguinte, após reflexão desencadeada pela mesma.
Em primeiro lugar, o ensino a distância é a modalidade ideal para mim. Com tal afirmação, posso estar a provocar uma idéia equivocada de que não aprecio trabalhar em equipe. De modo algum, pois muitas reflexões só são possíveis quando temos a oportunidade de compartilhar. Mas aqui estamos a falar sobre processo de aprendizagem e esta, em meu caso particular, deu-se na maioria das áreas em uma atmosfera bastante individual. Vamos a alguns exemplos...

O que sei de informática aprendi na medida em que busquei. Jamais freqüentei qualquer curso, pois minha opção foram horas prazerosas de tentativa/erro/tentativa/acerto. Lembro quando comprei meu primeiro computador, um IBM Aptiva, por volta de 1995, sabendo apenas a denominação das partes de um computador. Quanto ao uso dos softwares, era completamente obtuso. O mesmo processo de aprendizagem ocorreu com o uso de eletrônicos, pois lembro ainda quando, na década de 1980, era constantemente requisitado por amigos para ensiná-los a gravar na novidade que era o gravador de fitas VHS, ou a instalar seus equipamentos adquiridos. Com a Língua Inglesa não foi diferente: desde os dez anos de idade, quando percebi que poderia aprender outra língua, não perdia a oportunidade de ampliar meu vocabulário e aventurar-me no uso da gramática estrangeira. Minhas ferramentas eram letras de músicas – que na época eram difíceis de conseguir, posto que Internet ainda era uma desconhecida do grande público – e livros que me eram doados por pessoas atentas a meus anseios.

Mas qual ligação percebo entre o ensino a distancia com minha experiência acima relatada e a aprendizagem de adultos? A primeira questão fica evidente: aprendi sozinho, nos moldes que tal modalidade de ensino guardava outrora: estudava-se a partir de manuais, sem a expectativa de encontros presenciais. Já adulto, percebo que sou afeito a aprender por minha própria conta. Não hesito em perguntar, tirar minhas dúvidas, mas dificilmente imaginaria uma situação na qual não tentasse, antes, reservar-me o direito de construir minha aprendizagem em meu ritmo, com as fontes de consultas que me pareçam as mais indicadas.

Mais precisamente com relação ao PEAD, mantenho uma postura aprendida da infância e reforçada em meus dois anos como pesquisador em duas universidades no Japão: o professor pode até não deter o conhecimento, como querem nos fazer repetir todos os pedagogos, mas fascina-me a fala de um verdadeiro mestre, dado que, em silêncio, costumo sorver suas palavras. Dificilmente faço qualquer intervenção, pois aquele momento é de ouvir, refletir e, se for o caso, solicitar algum esclarecimento, a fim de que nova reflexão se processe.

Tenho tal postura tanto como aluno quanto como professor. Meus alunos da EJA sabem, porque fazemos tais combinações, que existe o momento do professor falar e do aluno ouvir, assim como um momento em que os alunos têm a palavra, pois ainda não há outra forma de ocorrer verdadeiro diálogo em sala de aula. E o mais interessante, é que esta espécie de contrato com os alunos dificilmente precisa ser evidenciada - formalmente - pois no dia-a-dia eles e o professor seguem construindo uma atmosfera de respeito mútuo, conhecimentos compartilhados e novas possibilidades de aprendizagem.





quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Tema - A depressão





Escolher um tema como a depressão para desenvolver um trabalho de pesquisa, dentre tantos outros assuntos disponíveis, foi uma decisão tomada sem hesitar. Os estados da psiquê é um assunto que não se esgota, não importa o quanto o estudemos; a psiquê e a alma humana são terrenos ricos para reflexão, para conjecturas e, talvez o objetivo maior, para entender melhor o ser humano.

Existem muitas maneiras de nos inteirarmos acerca da depressão. Dias atrás, em um consultório dentário, li em uma revista de nome Ana Maria, um artigo sobre depressão. Não conhecia a publicação, ou seja, não sei exatamente o tom de suas matérias, mas nesta em especial havia como que uma "receita de bolo" para sair da depressão. Segundo o autor da matéria de duas páginas, uma postura cuidadosa com o visual, exercícios físicos e um tratamento clínico resolveriam.

Qualquer leitor dotado de um mínimo de bom senso perceberia, pelo menos, dois equívocos nestes três passos para a cura, justamente o mais difícil em qualquer empreitada - o primeiro passo - e aquele que a ele se segue. Esqueceram de avisá-lo de que o indivíduo com depressão pode se preocupar com muitas coisas, exceto com sua maneira de vestir-se. Quanto á prática de exercícios físicos, só poderia ser uma piada, não fosse a sua opinião digna de quem se leva a sério. Óbvio que exercícios físicos são bons, são positivos e altamente recomendáveis, mas que tal inverter a ordem e aconselhar uma consulta com um profissional?

Um dos livros que li sobre depressão e a doença maniaco-depressiva - também chamada de transtorno bi-polar - justamente foge das regras fáceis, dos conselhos que pretendem soar sérios. Escrito por uma psiquiatra norte-americana, a qual sofreu por anos de transtorno bi-polar e depressão (inclusive quando já era médica), o seu relato é comovente e sem máscaras; disseca a depressão, as manias e os horrores tanto de quem sofre a doença quanto a dor e/ou indiferença dos familiares, colegas e amigos. "Uma Mente Inquieta", da doutora Kay R. Jamison, vale um final de semana inteiro de boa leitura ao sol. Um relato honesto, por vezes poético, noutras oportunidades quase cruel, justamente por ser extremamente sem rodeios.

E numa linha que lembra a matéria citada da revista Ana Maria, li também "12 Semanas Para Mudar Uma Vida", do psiquiatra Augusto Cury. São caminhos que o médico aponta para "promover a saúde psíquica" ao longo de doze semanas. Honestamente, não sei se uma pessoa deprimida teria forças para agüentar doze semanas de faça isso ou aquilo. Por isso, melhor ler o livro antes de conhecer o que seja a depressão. Comparando os dois, fico com o primeiro. Contudo, são livros com objetivos bem distintos, não tenho a menor dúvida.

Para finalizar, duas passagens que me marcaram a seu modo:

"... primeiramente enxergar a grandeza da vida e nunca se diminuir, se inferiorizar ou ter pena de si mesmo." Cury

"...a depressão é neutra, oca e insuportável. [...] você está [...] irritável, paranóico, sem senso de humor, sem energia, cheio de críticas e exigências, e nenhum tipo de esforço jamais é suficiente para reanimá-lo. Você 'não está nem um pouco parecido consigo mesmo, mas logo vai estar', só que você sabe que não vai." Jamison

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

TRANSFORMAÇÕES NA CONVIVÊNCIA SEGUNDO MATURANA



Em parceria com Francisco Varela, Maturana percebe o mundo como um organismo eternamente incompleto, o qual recebe intervenções de cada indivíduo que o transformará ao longo de sua evolução como ser essencialmente social. O biólogo chileno mantém o viés ininterrupto da essência da socialização para que a trajetória de cada um tenha chances de ser bem sucedida emocionalmente.

No próprio fórum da interdisciplina eu destacava ser impossível desvincular a aprendizagem efetiva da emoção, pois tanto a fala de Maturana quanto nossas experiências não mais deixam dúvidas: a aprendizagem significativa é aquela que privilegia a emoção em seu processo.

Nota-se no texto de Maturana uma atenção especial para a humildade nas nossas intervenções sociais. Ao estabelecermos vínculos, a prepotência concorreria contra a possibilidade dos mesmos sequer se efetivarem. Chego a tal conclusão quando Maturana diz que "[...]tem a ver com a maneira de encontrarmo-nos com o outro. Se o fizermos numa posição na qual pretendamos ter acesso privilegiado à realidade (e a concebemos como única), o outro deverá fazer o que dissermos ou estará contra nós. Se nos encontrarmos com o outro com consciência de que não temos o acesso à realidade independente do observador, o encontro será de aceitação, amoroso."

O autor destaca redes de relações que se dão pelo medo ou pelo afeto, o que podemos cotidianamente perceber, em especial, nas famílias e nas salas de aula. Em uma sala de aula, uma relação de afeto entre as partes certamente funcionaria como facilitadora da aprendizagem.

De fato, outro autor, Antonio Damásio (médico - dirige centro de pesquisa neurológica nos EUA), afirma não ser verdade “[...] que a razão opere vantajosamente sem influência da emoção. Pelo contrário, é provável que a emoção auxilie o raciocínio, em especial quando se trata de questões pessoais e sociais que envolvem risco e conflito” (DAMÁSIO, 2000, p. 63). O autor destaca que o senso comum nos diz para afastar os sentimentos e as emoções quando necessitamos tomar decisões. Segundo o pesquisador, a racionalidade do indivíduo seria severamente comprometida pela supressão da emoção e do sentimento.

Somos bombardeados por informações que passam a ser acreditadas por praticamente todos nós. Dentre tais pretensas verdades, o dualismo tido como inerente do ser humano parece indiscutível. Somos divididos em mente versus corpo, razão versus emoção e, como afirma Damasio, que para todas as escolhas de determinado sujeito existem explicações biológicas e explicações culturais, sem qualquer possibilidade de uma visão científica e, por que não, holística dos processos ligados à mente. É um tema fascinante e, com certeza, conflitante. Por isso, procurei buscar novamente em Maturana uma fala em harmonia com Damásio, pois encontro conforto nas palavras de ambos quando arriscam-se a ser motivo de chacota na comunidade científica, como porta-vozes da importância das emoções nas relações de convivência.

Destacando aqui uma afirmação de Maturana em especial: \"[...] a realidade que vivemos depende do caminho explicativo que adotamos, e este depende do domínio emocional no qual nos encontramos no momento da explicação.”, percebo que, apesar de compartilharmos um mesmo espaço físico e temporal, nossa evolução neste meio comum dar-se-á tanto por nossas reminiscências (aqui evoco Erikson) quanto pelo desejo real de que ela possa processar-se. Como não há verdade absoluta sem uma verdade relativa correspondente, o que fazemos com o que nos é oferecido dependerá de nossas experiências e diferentes domínios nos quais encontramo-nos naquele momento. Amiúde, é o que instiga a uns o desafio, enquanto a outros a desistência.

domingo, 7 de setembro de 2008

Projeto de Aprendizagem

Nosso projeto de aprendizagem motivou-me a iniciar inúmeras leituras e a assistir alguns programas de tv a ele relacionados. Hoje mesmo, em pleno Dia da Independência, o canal The History Channel exibiu um programa de 2 horas sobre tecnologia alienígena. Dado que nosso tema é sobre a possibilidade de vida extraterrestre, não poderia perder.
O programa fez abordagens bastante inusitadas tais como:
1. Pensando nos problemas decorrentes das forças G que os pilotos de caça enfrentam, como os aliens superaram os efeitos de tais forças na hipótese de suas naves cruzarem o espaço à velocidades próximas da luz?
2. Como obtiveram tamanho impulso de aceleração?
3. Quais combustíveis utilizam?
Interessante que a linha do programa não foi abrir espaço para a discussão sobre a existência ou não de alienígenas. Partindo do princípio que existam, o debate ficou a cargo de cientistas, mecânicos, físicos, pilotos de caças e engenheiros, os quais mostraram, por exemplo, os efeitos da inércia nos seres humanos por conta da desaceleração de um automóvel, comparando o mesmo efeito numa nave que viaja com velocidade ainda impensável para nossa tecnologia atual.
Coincidentemente, a revista SuperInteressante de agosto traz matéria com o mesmo tema. Ao ler a respeito dos inúmeros projetos envolvendo a busca por vida fora da Terra, fica uma certeza: é só uma questão de tempo para que tenhamos as tão esperadas provas que os céticos exigem para não chamar àqueles que acreditam de tolos. Aliás, foi com esta matéria que tomei conhecimento de uma ciência que já foi alvo de todo o tipo de chacota, pois era citada como ciência sem objeto de estudo: a exobiologia.
De acordo com a Wikipedia, a exobiologia "é o estudo da vida fora da Terra, o que inclui o estudo da vida noutros planetas e o estudo da vida em nuvens interestelares. Também está direcionada para o estudo de como ambientes extraterrestres podem afetar organismos vivos. Esta palavra foi criada no início da década de 1960 por Joshua Lederberg, um biólogo que trabalhou para NASA em programas experimentais voltados para a busca de vida em Marte. A exobiologia é uma ciência relativamente nova, tratando-se de um ramo da biologia que estuda as condições para a manutenção da vida fora do planeta Terra."

EDUCAÇÃO NACIONAL E SISTEMAS DE ENSINO



Desde a Proclamação da República, em 1889, o Brasil transitou pela democracia e o autoritarismo. Nos anos de governo militar, evidenciavam-se mais características de estados unitários na organização política do que propriamente de um estado federativo democrático.


Ao fazer as leituras e desenvolver o texto para o módulo 2, pude aprofundar-me no quanto os anos ditatoriais usurparam da autonomia dos estados, por meio de uma forte repressão política e toda sorte de aparato de controle fiscal e de segurança, emprestando ao País um novo formato de federação, o qual foi paulatinamente revertido a partir da década de 1980, quando se inicia no Brasil o período de recuperação das bases de um estado federalista.


A Constituição de 1988 procura devolver aos estados e municípios uma autonomia somente possível a partir da descentralização fiscal e de poder decisório, desde que não firam a Carta Magna, obviamente.

domingo, 31 de agosto de 2008

Erik Erikson e as fases do desenvolvimento humano



Em 15 de junho de 1902 nascia, na cidade de Frankfurt, Erik Homburger Erikson. Erikson foi o responsável pela Teoria do Desenvolvimento Psicossocial. De acordo com sua teoria, o desenvolvimento se dá por fases - não é fruto do acaso - relacionado ao meio que rodeia o indivíduo e sua interação com o mesmo.O primeiro estágio ocorre a partir do nascimento e se estende ao longo do primeiro ano de vida da criança. A criança está completamente ligada à mãe, estabelecendo com ela sentimentos de confiança e desconfiança. Da mãe a criança espera a satisfação de suas necessidades.

O segundo estágio traz para criança as normas de uma sociedade, e ela começa a perceber que algumas atitudes são aprovadas e outras censuradas. Este estágio é tido como a etapa da autonomia, da dúvida e da vergonha. A criança já explora o mundo a seu redor, conhece outros indivíduos e estabelece as primeiras relações com estes, além do seio familiar, mais precisamente a mãe.

No terceiro estágio espera-se da criança uma interiorização do que é permitido e negado a ela fazer. A criança tem a possibilidade de desenvolver mais iniciativa e experimentar menos culpa por seus impulsos, sendo esta etapa chamada de estágio da iniciativa/culpa.

No quarto estágio, o qual ocorre junto à entrada na escola, mas antes da adolescência, a criança percebe que pode, ao interagir com o meio, produzir algo. Obviamente, sentir-se-á capaz com mais probabilidade aquela que, nos estágios anteriores, experimentou confiança (em relação à mãe), autonomia (em seu meio) e iniciativa (no momento de decidir). É chamado de estágio da indústria (por ser capaz de produzir algo) e da inferioridade. Sentimentos de inferioridade poderão bloquear a criatividade desta criança, bloqueando sua capacidade de indústria.

O quinto estágio é o que marca a adolescência. Um estágio de formação e confusão de sua identidade. A confusão de identidade pode ocorrer quando as próprias expectativas, as de seus pais e de seus pares entram em conflito.

O sexto estágio ocorre, de forma aproximada, entre os 20 e os 30 anos. É questão-chave neste estágio a capacidade do jovem adulto de estabelecer relações íntimas com seus pares, estas entendidas como relações de profunda troca, não de cunho sexual exclusivamente. O oposto seria o isolamento, o qual se dá quando do insucesso em cultivar tais relações. É chamado de estágio da intimidade/isolamento.

O sétimo estágio caracteriza-se em um indivíduo quando ele passa a desejar orientar as pessoas a seu redor e a preocupar-se com o meio, além dos seus semelhantes. É o estágio da afirmação pessoal, sendo seu cunho contrário o da estagnação. Este estágio recebe o nome de generatividade/estagnação.

O oitavo e último estágio surpreende o indivíduo pensando acerca de seu passado, sentindo-se “em paz” com o que pode fazer, íntegro em seu momento presente. Da mesma forma, este estágio também desperta em indivíduos sentimentos de fracasso, como se a vida não valesse o esforço. É chamado de estágio da integridade/desespero.

Percebe-se acima um resumo da teoria deste psiquiatra que veio a morrer em 12 de maio de 1994, em Harwich, estado de Massachusetts, EUA. Para fins de elaborar este apanhado, consultei vários tópicos no site Wikipedia. Contudo, é possível acessar diretamente a página criada sobre Erikson
clicando aqui.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Projetos de aprendizagem

Até a segunda aula presencial do Seminário Integrador V, projetos de aprendizagem e de ensino só se diferenciavam na nomenclatura, pois me pareciam a mesma proposta de trabalho. Não poderia haver engano maior.

Ficou muito claro, após a atividade de perguntas propostas pelos professores Eliseo e Silvestre, que o projeto de aprendizagem rompe com um paradigma logo no início: a forma seqüencial de apresentação de conteúdos. Com o desenvolvimento do projeto, a construção do conhecimento se efetiva nas trocas, ou seja, nas interações entre os educandos e destes com os multi-meios que lançarem mão para o aprofundamento de questões.

A motivação inicial é a não-censura, ou seja, a possibilidade de explorar um tema do seu interesse. Alunos com interesses comuns podem, trabalhando em grupos, ampliar muito além do esperado as possibilidades de construção do saber.

O início do trabalho com projetos de aprendizagem dá-se, de maneira resumida, da seguinte forma:
  • Explosão de idéias, de hipóteses, de questionamentos;

  • Análise destes questionamentos;

  • Organização das perguntas formuladas em temas;

  • Seleção de fontes de informação por parte dos alunos;

  • Vivência da autonomia por parte do educando;

  • Clara relação por parte do aluno entre seu empenho e responsabilidade para com o andamento do seu trabalho.

Os componentes curriculares não determinam o que deve ser estudado neste tipo de projeto, mas os anseios discentes é que irão permitir que os Estudos Sociais, as Ciências e as Linguagens (para ficar em três exemplos) contribuam com provocações e teorias.

Nesta modalidade de projeto, a avaliação ocorrerá naturalmente durante o processo, sendo que uma permanente auto-avaliação permitirá ao educando não perder seu foco.

Particularmente, como o assunto é novo para mim - sempre trabalhei com projetos de ensino - fui buscar fontes na Internet que tratassem do tema. Como a Internet tem uma profusão de sites sobre praticamente qualquer assunto, não seria diferente com este tema. Selecionei a seguir alguns sites que podem ser de grande valia para uma reflexão inicial a respeito do tema em questão.

Escola 2000 Entrevista com um professor da UNICAMP, o qual responde, entre outras questões, como os projetos de aprendizagem dos alunos podem oportunizar o desenvolvimento de competências e, na prática, como isso acontece...

Wiki Projeto de Aprendizagem Este Wiki traz informações extremamente esclarecedoras sobre projetos de aprendizagem, além de utilização de mapas conceituais na educação.

Experiência com turma de 4ª série Encontrei este relato de experiência da aplicação de um projeto de aprendizagem em turma de 4ª série do ensino fundamental pelo Instituto de Matemática da UFRGS.

Portal Ensinando Traz um longo e enriquecedor artigo, o qual não deixa dúvidas quanto à metodologia do projeto de aprendizagem. Logo no início, um sub-título provoca: APRENDIZAGEM POR PROJETO É O MESMO QUE ENSINO POR PROJETO? Vale a pena uma consulta demorada.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Ser adulto


O tema inicial sugerido pela interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta não poderia ser mais oportuno, posto que trabalho com EJA: afinal, o que é ser adulto? Quais as facetas de um adulto? E como o adulto aprende?

Fiz uma pequena pesquisa na Internet a respeito e percebi que há conceitos diferenciados do que significa ser um sujeito adulto. À luz da lei é aquele que já pode assinar um contrato. E à luz da biologia? E da psicologia? E do senso comum?

Também podemos nos defrontar com etapas e rituais distintos que celebram a entrada na vida adulta. Para ficar apenas em duas culturas, no Japão existe uma cerimônia pública com a presença de autoridades, a fim de marcar a passagem da adolescência para a fase seguinte, o que ocorre aos vinte anos, a qual transcorre com discursos e cumprimentos. Já em algumas regiões da África, aos 13 anos se celebra a entrada na vida adulta quando meninos enfrentam testes de bravura. Amarrados pelos pés, deixam-se cair rumo ao solo, sendo puxados instantes antes de uma fatalidade pelo efeito elástico do material utilizado como corda. Quem passa pelo teste, é considerado adulto.

Impossível não pensar, de volta ao Brasil, que ser adulto deveria trazer consigo uma postura diferenciada, digamos, próprias de quem deixou a adolescência, quais sejam: responsabilidade pelos seus atos e pelos sentimentos alheios; perseverança frente aos desafios cotidianos; ética nas relações inter-pessoais; honestidade em toda e qualquer situação, ... Isso sem esquecer daquelas atitudes que, mesmo quando crianças, devemos impregnar em nossa conduta:

1. Não jogar papel no chão;

2. Não cuspir em público;

3. Não falar alto em locais públicos;

4. Atender ao celular em um ônibus somente quando imprescindível, sendo breve;

5. Não fumar próximo de outras pessoas, exceto se as mesmas forem fumantes;

6. Jamais furar uma fila;

7. Olhar nos olhos de quem nos atende (garçom, balconista, caixa,...), pois eles são seres humanos também, não máquinas;

8. Tratar com respeito todas as criaturas, principalmente as indefesas;

9. Lembrar que nao existe JOGAR FORA quando o assunto é lixo, pois não há FORA em nosso Planeta;

10. Não discutir, apenas dialogar, sobre religião, preferências partidárias e gostos em geral;

11. Não se considerar um ser supremo, a pedra lapidada por excelência da criação. Pelo contrário, manter-se em posição humilde em seu dia-a-dia;

12. Ser sereno.

Seríamos MADUROS, não somente adultos, ao incorporar princípios de convivência que respeitem a todos, humanos ou não. E, a fim de concluir pontos que tenho como imprescindíveis na vida adulta, lembro que não devemos deixar de ver graça e diversão em balões e pandorgas jamais... ou você já esqueceu a ilustração no inicio desta postagem?

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Uso gratuito de palavras...


Tão logo iniciamos os estudos, percebi que o eixo 5 do PEAD nos motiva a aprofundarmo-nos quanto ao significado de termos de uso cotidiano. Basta que liguemos a televisão, abramos um jornal ou, obviamente, tenhamos contato com outras pessoas, para que nos deparemos com termos como neoliberalismo, terceiro setor, políticas públicas, entre outros. Entretanto, a questão que se coloca é o quanto estamos apropriados dos seus significados e implicações em nosso dia-a-dia.


A interdisciplina de Organização e Gestão da Educação intervém em nosso favor, propondo um basta nos lugares-comuns e no emprego gratuito - nem sempre correto - de tais expressões.


A leitura do artigo sobre políticas públicas e gestão da educação, comentado na postagem a seguir, marcou o ponto de partida para um discurso mais claro e bem estruturado de nossa parte. Flagrar o uso de terminologia de forma equivocada por parte de um educador compromete, de forma extremamente severa, sua credibilidade por parte de seus ouvintes.


Não é necessariamente recente a postura do PEAD em prol de uma linguagem mais adequada a futuros pedagogos, pois desde o primeiro semestre somos instigados a dela nos apropriarmos.

Políticas Públicas e Gestão da Educação



A leitura do artigo de Vera Maria Vidal Peroni acerca das políticas públicas e gestão da educação em tempos de redefinição do papel do Estado, propõe uma reflexão quanto ao que entendemos como relação sociedade X Estado X políticas públicas, construída pela corrente neoliberal em nosso País a partir do final do Século XX.


No Brasil, semeia-se desde então o pensamento de que o Estado é o culpado por qualquer crise que se apresente – social, econômica, etc - supostamente por haver investido demais em políticas sociais e tomado para si o papel de atender às urgências. Responsabilidades transferidas para a sociedade civil, pinta-se um quadro no qual lutar pelos direitos coletivos passa a ser visto como um ato contra os interesses da nação. Não raro, toda associação para fazer valer acordos ou com o intuito de alertar a sociedade para o descumprimento de algum direito, ganha ares de oposição ao governo ou, pior, “baderna” nas páginas de jornal e mídias eletrônicas de comunicação. Ainda sob esta mesma ótica neoliberal, os investimentos sociais, os movimentos e os funcionários públicos tornam-se os vilões das conquistas econômicas. O que vemos é um Estado pífio para as políticas públicas e um Estado extremamente comprometido com as políticas de mercado.


As políticas sociais habitam muito mais o terreno da oratória vazia, pois se perdeu o foco quanto às demandas e à concretização de medidas que revertam um quadro indesejado. Como outra estratégia neoliberal, o terceiro setor estimula a filantropia e o trabalho voluntário na sociedade civil, possibilitando destinar para a esfera financeira o dinheiro de impostos que deveriam ir para as políticas públicas (educação, saúde, etc), ainda que sejam socialmente louváveis a filantropia e o voluntariado.


E a escola em meio a tudo isso? A escola sempre foi pensada para aqueles que tem estabilidade social e econômica, assim como o acesso aos bens culturais. Nossa grande demanda é construir uma escola que acolha, principalmente, os sujeitos de um cotidiano vulnerável em todos os aspectos. Contudo, antes de qualquer nova proposta de ação, o professor precisa entender as práticas políticas não apenas em micro-escala, mas erguendo seu olhar a uma escala mundial. Urge repensar nossa participação cotidiana, não somente a cada período eleitoral, em nossa sociedade. Ao tomar consciência do seu papel, não apenas o professor, mas todo o cidadão torna-se sujeito de avaliação, controle, aprovação e veto ao governo, deixando no passado uma postura apática frente às demandas que se fazem presentes.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Hypervideo - Que recurso é este?


O retorno sempre traz uma certa expectativa: quais serão os nossos professores, os tutores, as ferramentas com as quais trabalharemos, os temas que serão abordados, ... Particularmente, vibro quando somos presenteados com algo inovador, o que já se tornou rotina em nosso PEAD.

Em nosso primeiro encontro do Seminário Integrador V, conheci a ferramenta de nome "hypervideo". Será certamente uma realidade nos vídeos do site You Tube, como o professor Eliseo mostrou-nos nessa terça-feira. Ao assistir o vídeo com as cartas sendo dispostas na tela, aliado à possibilidade de interagir com cliques de mouse, determinando assim um resultado diferente, percebi o quanto este novo recurso pode auxiliar tanto o professor quanto o educando. Mas auxiliar em quê?

Ora, não é pedir demais pensar que, para nosso aluno, interagir com um vídeo no computador é muito mais interessante do que passivamente assisti-lo. Parto do princípio que os alunos dificilmente entendem o computador como uma ferramenta que apenas exibe algo, como a tv e o dvd. Para eles, o computador está muito próximo de um Nintendo ou Playstation, isto é, sentar em frente ao micro cria uma expectativa de interação. Aqui entra o "hipervideo", que permitiria ao aluno escolher, por exemplo, quais itens colocar na cesta que a Chapeuzinho Vermelho leva para a vovó - para ficar em apenas um clássico da literatura infantil. Cada aluno poderia decidir qual o caminho a seguir, lembrando que uma floresta pode não ser a melhor escolha. Os perigos poderiam ser outros, não apenas o lobo. Caso o aluno escolhesse as ruas da cidade, teria que atentar para os semáforos, os nomes de ruas, usar do senso de direção, etc. Ao chegar na casa da vovó, ele escolheria ainda o que ela poderia estar fazendo, evitando que a bondosa senhora fosse eternamente vítima do lobo. Aliás, quem sabe o lobo também possa ficar amigável através do "hypervideo"?




domingo, 10 de agosto de 2008

Atividade 2 - Planejamento

O link abaixo leva à segunda atividade do Seminário Integrador V.

Por favor, clique aqui.

Atividade 1 - Novo Semestre

Ao longo dos semestres que antecederam esta quinta etapa, pude perceber que as disciplinas são distribuídas de modo que ocorra uma natural interdisciplinaridade entre elas. Explico: a teoria da uma interdisciplina mantém o foco não apenas em si mesma, mas no conjunto a compor o semestre como um todo, permitindo que os conceitos construídos permeiem a totalidade.

Este novo semestre está evidentemente voltado para o planejamento das ações pedagógicas da escola em todas as suas esferas. Enquanto até o momento estivemos centrados em diferentes componentes curriculares, o quinto semestre nos convida a inteirarmo-nos da organização do ensino e sua gestão, assim como do projeto pedagógico de uma instituição. O semestre também nos brindará com o estudo da Psicologia da Vida Adulta, por certo um prosseguimento dos estudos iniciados com o professor Paulo logo no início de nosso curso.

Fazendo uma costura (integração) com todas as interdisciplinas, o Seminário Integrador proporá, sem dúvida, reflexões de cunho prático, provocando reflexões de mudanças em nosso cotidiano profissional e pessoal.

A fim de fazer jus a todo este visível empenho da equipe do PEAD em oferecer-nos sempre o melhor semestre possível, meu propósito mais uma vez será o de manter as atividades não apenas dentro do prazo, mas permiti-las interagir com meu dia-a-dia, jamais tornando-me expectador, mas agente do meu aprimoramento como estudante da UFRGS e enquanto professor do Ensino Fundamental.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

EU - Paulo Tatit



Quão imenso é o leque da música infantil! Temos à nossa disposição um desfile midiático e acachapante (e nonsense) todos os dias, tanto na tv quanto nas vitrines das lojas, e um trabalho extremamente rico, que chega a comover, pois encanta a alma. Neste segundo grupo, infelizmente sem a mesma divulgação massiva, temos o grupo Roda Cantada e o compositor Paulo Tatit.

A professora Hilda Jaqueline de Fraga reservou uma agradável surpresa para todos os alunos que estiveram no encontro presencial da noite de 3 de junho: a música EU. Num tom de contação de histórias, Paulo Tatit relata-nos parte da história de seus antepassados, chegando até o seu nascimento e, indo além, lembrando as cordas do seu violão, que não vibrariam com "EU" se uma moça não gritasse por causa de uma barata e um rapaz não fosse libertado do grupo de Lampião.


Mas quem é, afinal, Paulo Tatit? O que pensa a respeito do próprio trabalho e da música feita para crianças? Em uma entrevista para o site Midiativa, Paulo conta como entrou para o cenário musical, fala do trabalho dos professores com suas composições, entre outros temas. Clique aqui para acessar a entrevista publicada no site.

E para quem, como eu, ficou curioso para conhecer mais um pouco do trabalho do compositor, o clipe acima é uma amostra da sua criatividade. Mas não nos enganemos: a sua música, embora passe à margem das grandes emissoras de televisão - exceção justa à TV Cultura que a divulga regularmente - esteve presente no Festival de Cannes de 2008. O filme do argentino Pablo Trapero, co-produzido por Walter Salles e com Rodrigo Santoro no elenco traz em sua abertura e trailer “La Bola” - versão em espanhol (por Tita Maya e Claudia Galliria) de “Ora Bolas” (Paulo Tatit e Edith Derdyk). Precisa mais para que apreciemos seu trabalho?